Entenda as diferenças fundamentais de pensamento que separam quem constrói empresas de quem trabalha nelas, e como desenvolver a mentalidade empreendedora desde cedo.
A diferença entre um fundador e um funcionário não está no cargo ou no salário, está na forma de pensar. São dois modelos mentais distintos que determinam como cada pessoa enxerga problemas, oportunidades e riscos.
Entender essa diferença é fundamental para quem quer empreender. Não porque uma mentalidade seja melhor que a outra, mas porque construir uma empresa exige um tipo específico de pensamento que pode ser desenvolvido.
Um profissional com mentalidade de funcionário olha para um processo e pensa: "Como posso fazer isso melhor dentro das regras existentes?" É uma abordagem válida e necessária, empresas precisam de pessoas que otimizem operações.
O fundador, por outro lado, olha para o mesmo processo e pergunta: "Por que fazemos isso dessa forma? Existe uma maneira completamente diferente de resolver esse problema?" É uma mentalidade de questionamento constante, de não aceitar o status quo como dado.
Para a maioria das pessoas, risco é algo a ser evitado. Segurança no emprego, previsibilidade, estabilidade, são valores importantes e legítimos.
Fundadores têm uma relação diferente com o risco. Eles não são necessariamente mais corajosos ou menos avessos a perdas. A diferença é que enxergam o risco de forma assimétrica: o downside é limitado (perder tempo, dinheiro, reputação), mas o upside é ilimitado (criar algo transformador).
Talvez a diferença mais fundamental seja o senso de ownership. Um funcionário, por melhor que seja, tem responsabilidade sobre sua área, seu projeto, sua equipe. O fundador tem ownership sobre tudo, inclusive sobre coisas que não sabe fazer.
Isso significa que o fundador não pode dizer "isso não é minha área". Se o produto está ruim, é problema dele. Se o marketing não funciona, é problema dele. Se a cultura está tóxica, é problema dele. Essa responsabilidade total é pesada, mas também é libertadora.
A boa notícia é que mentalidade não é destino. Ela pode ser desenvolvida através de prática deliberada, exposição a problemas reais e, principalmente, através de educação que valorize o pensamento empreendedor.
Na Mont, cada disciplina, cada projeto, cada mentoria é desenhada para cultivar essa mentalidade. Não formamos pessoas para trabalhar em empresas, formamos pessoas para criar as empresas onde outros vão trabalhar.
Conteúdo produzido pela equipe de comunicação da Mont Educação, com o objetivo de inspirar e preparar a próxima geração de empreendedores brasileiros.