Do primeiro cartão roxo à maior fintech da América Latina: como David Vélez e sua equipe desafiaram os grandes bancos e criaram uma empresa de US$ 45 bilhões.
Em 2013, David Vélez era um colombiano trabalhando em venture capital em São Paulo quando percebeu algo que todo brasileiro sabia, mas ninguém estava resolvendo: os bancos brasileiros eram terríveis. Taxas abusivas, atendimento péssimo, burocracia infinita.
A diferença é que Vélez decidiu fazer algo a respeito. Junto com Cristina Junqueira e Edward Wible, fundou o Nubank com uma proposta simples: um cartão de crédito sem anuidade, gerenciado inteiramente pelo celular.
O setor bancário brasileiro é um dos mais concentrados do mundo. Cinco bancos controlam mais de 80% do mercado. Eles têm décadas de relacionamento com reguladores, bilhões em capital e milhões de clientes.
O Nubank não tinha nada disso. O que tinha era uma obsessão por experiência do cliente e uma disposição para fazer as coisas de forma diferente. Enquanto os bancos tradicionais viam tecnologia como custo, o Nubank via como vantagem competitiva.
O cartão roxo virou fenômeno. A lista de espera chegou a ter mais de 1 milhão de pessoas. O NPS (Net Promoter Score) do Nubank era consistentemente o mais alto do setor, não apenas no Brasil, mas globalmente.
Em 2021, o Nubank abriu capital na bolsa de Nova York, atingindo um valuation de US$ 45 bilhões. Era a maior fintech da América Latina e uma das maiores do mundo.
O Nubank não inventou uma necessidade. Ele resolveu um problema que milhões de brasileiros enfrentavam diariamente. A dor era tão grande que os clientes viraram evangelistas espontâneos.
Em um mercado onde o padrão era péssimo, ser bom já era revolucionário. O Nubank elevou o padrão ao investir obsessivamente em UX, atendimento e simplicidade.
Ao construir tudo do zero com tecnologia moderna, o Nubank conseguiu operar com custos muito menores que os bancos tradicionais. Isso permitiu oferecer produtos melhores e mais baratos.
O Nubank surgiu no momento em que smartphones se tornaram ubíquos no Brasil e a insatisfação com bancos atingiu o pico. Cinco anos antes, não teria funcionado. Cinco anos depois, já haveria competidores.
O Nubank continua expandindo, conta digital, empréstimos, investimentos, seguros. A visão é ser o banco principal de todos os latino-americanos. É uma ambição enorme, mas se alguém pode realizar, é uma empresa que já provou ser capaz de desafiar gigantes.
Para empreendedores brasileiros, o Nubank é prova de que é possível. Possível sonhar grande, possível competir com incumbentes, possível criar empresas de classe mundial a partir do Brasil.
Conteúdo produzido pela equipe de comunicação da Mont Educação, com o objetivo de inspirar e preparar a próxima geração de empreendedores brasileiros.